sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Vigília contra decisões da técnica responsável pelo caso da família de Foros de Salvaterra

 Os voluntários que durante um ano construíram a nova casa de Marília Batista, dotando-a de todas as condições de higiene e habitabilidade para que os seus filhos pudessem regressar a casa, vão realizar uma vigília na noite de sexta-feira, 30 de Outubro, entre as 21h00 e as 22h00. A concentração é em frente às instalações da Segurança Social de Salvaterra de Magos para protestar contra as decisões tomadas pela técnica dessa entidade responsável por este caso.

O objectivo é sensibilizar a comunidade e chamar a atenção daqueles que têm poder para o caso das três crianças de Foros de Salvaterra que, em 20 de Junho de 2008, foram retirados abruptamente aos pais e desde essa data se encontram num centro de acolhimento temporário em Praia do Ribatejo (Vila Nova da Barquinha). Quem quiser pode participar e juntar-se a esta vigília.

Como O MIRANTE noticiou na última edição, os pais das crianças de Foros de Salvaterra, Marília Batista e Joaquim Bonito, escreveram à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens solicitando uma nova vistoria à casa onde irão viver as crianças, com “a urgência possível”.

Na mesma carta recordam que foi com base no relatório de uma técnica, que referia não estar a nova casa bem limpa, que o Tribunal de Família de Vila Franca de Xira decidiu em Setembro a continuidade das crianças na instituição por mais seis meses. “O último relatório resultou de uma má interpretação e equívoco pois a nossa casa para além de ser nova e estar mobilada com móveis comprados recentemente não está suja nem em condições que não permitam uma boa habitabilidade”, alega Marília Batista.

A O MIRANTE não param de chegar mensagens de apoio à mãe das crianças e pedidos para que a CPCJ envie novo relatório ao tribunal para que seja decidida a entrega dos menores à mãe.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mobilização para o regresso a casa das crianças de Foros de Salvaterra


Comissão de Protecção contactada para reavaliar a situação da casa
Mobilização para o regresso a casa das crianças de Foros de Salvaterra



No último dia do seu mandato, os deputados que visitaram a casa da mãe das crianças de Foros de Salvaterra que continuam num Centro de Acolhimento Temporário, escreveram ao presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Salvaterra de Magos, solicitando que seja reavaliada a situação de forma a que os três menores possam voltar para a família.
“Foi uma satisfação para nós, poder constatar que a população de Foros de Salvaterra fez quase o impossível ao construir uma casa, mobilá-la e deixar lá as marcas que garantem que as crianças, ao regressarem a casa, não só vão encontrar todas as condições de habitabilidade como decerto encontrarão o carinho, a atenção, a dedicação e o amor de todas as pessoas da comunidade (…)”, escreveram, António Campos e Vasco Cunha do PSD e Nuno Antão do PS numa carta enviada terça-feira, dia 13.
No final deixam um apelo. “Certos que V. Exª não deixará de ter em conta o nosso testemunho e a nossa voz, que sabemos ser também a de todas as pessoas que acompanham este caso (…) vimos solicitar a sua melhor disponibilidade para reavaliar e fazer justiça”.
Também os pais das crianças de Foros de Salvaterra, Marília Batista e Joaquim Bonito, escreveram à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens solicitando uma nova visita à casa onde irão viver as crianças, com “a urgência possível”.
Na mesma recordam que foi com base no relatório de uma técnica que referia não estar a casa bem limpa que o Tribunal de Família de Vila Franca de Xira decidiu a continuidade das crianças na instituição onde se encontram por mais seis meses. “O último relatório resultou de uma má interpretação e equívoco pois a nossa casa para além de ser nova e estar mobilada com móveis comprados recentemente não está suja nem em condições que não permitam uma boa habitabilidade”.
Marília e Joaquim pedem para que a visita possa ser acompanhada pela advogada que lhes está a dar apoio. “Uma vez que é importante que a sua visita seja acompanhada por pessoas que possam testemunhar o nosso empenho em criar condições para o regresso dos nossos filhos a casa, informamos V. Exª que já demos indicações ao advogado para que esteja presente no momento em que acontecer a visita de reavaliação das condições de habitabilidade da nossa casa”.
A O MIRANTE não param de chegar mensagens de apoio à mãe das crianças e pedidos para que a Comissão envie novo relatório ao tribunal para que seja decidida a entrega dos menores à mãe.

Em "O Mirante"

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Vigília no Projecto Regresso a Casa



Salvaterra de Magos: Técnica da Segurança Social visada nos protestos

População luta pela devolução de menores

Marília Batista, a quem a Segurança Social de Salvaterra de Magos retirou três filhos por falta de condições de habitabilidade da casa onde residiam, está apostada em reaver as crianças e conta com o apoio da população. Na noite de sexta-feira, mais de 300 pessoas participaram numa vigília para reclamar a devolução dos menores.

"Ter os meus filhos de volta era a melhor prenda de Natal que me podiam dar", disse Marília ao CM, insurgindo-se contra as avaliações feitas pela assistente social que continuam a impedir o regresso das crianças a casa. Logo após Tatiana, Filipe e Soraia, de 11, 8 e 3 anos, terem sido retirados à família, em Junho de 2008, a Associação Shorinji Kempo de Salvaterra mobilizou-se para recuperar a habitação. Durante um ano, todos os fins--de-semana, mais de 50 voluntários, com materiais de construção oferecidos por empresas da zona, transformaram-na numa casa com 5 assoalhadas, com mobílias novas, e o indispensável para o regresso das crianças.

A revolta estalou quando se tornou conhecido o último relatório da técnica da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, entregue já depois de o Tribunal de Família e Menores de Vila Franca de Xira se ter pronunciado pela entrega dos menores. A técnica sustentou que a "casa tem falta de higiene" e que Marília desestabiliza as crianças "com promessas infundadas do regresso num futuro próximo", e a juíza voltou atrás. "Toda a avaliação que ela faz está errada, mas infelizmente é isso que tem contado", lamentou Jorge Monteiro, um dos promotores da vigília.